29 March, 2010

ARIOVALDO RAMOS

Confesso que a leitura do texto “A Farsa Integral de Ariovaldo Ramos” deixou-me bastante intrigado, o que me levou a fazer uma breve pesquisa no Google, antes de tomar qualquer posicionamento sobre o assunto. Portanto, o que exponho abaixo são reflexões pessoais sobre declarações públicas do próprio Sr. Ariovaldo Ramos.

A primeira coisa que encontrei foi uma entrevista publicada pela revista Época - edição 210 de 27/05/2002 - http://epoca.globo.com/edic/210/entrevistaa.htm, na qual, pelos questionamentos feitos pelo entrevistador, ficou evidente a má intenção de expor todos os “evangélicos” ao ocorrido com a igreja Renascer, em matéria de capa, veiculada na edição anterior desta mesma revista, com o título “Os Caloteiros da Fé”.

Diante de fatos alheios, a afirmação pública de sua crença seria a única alternativa para um digno pastor batista e, sem entrar no mérito, tinha o dever de lembrar que homens erram e, quando erram, são julgados por uma autoridade competente - o que por si já bastaria para por fim à conversa.

Mas não foi isso o que aconteceu, observe-se que o Sr. Ariovaldo Ramos preferiu seguir a mesma linha versada pelo entrevistador, a da generalização, incutindo a um grupo chamado “neo-pentecostais” uma visão materialista que respaldaria suposições de desvio de dinheiros em igrejas, para proveitos próprios de seus líderes. Oportunamente, defendeu sua posição declaradamente socialista, afirmando que a teologia protestante tem como objetivo a construção de uma “nova sociedade”, que não deve estar inserida no sistema capitalista. Em outras palavras, afirmou que houve corrupção e isso se deu porque os neo-pentecostais são capitalistas.

ÉPOCA – No que a pregação dessas igrejas difere da apresentada pelos neopentecostais?
Ramos – Essas novas denominações evangélicas normalmente buscam seus fundamentos na Teologia da Prosperidade (...). Trata-se de uma teoria que defende de forma radical o princípio de que o cristão tem de ser abençoado com bens materiais. Esse elemento, que já existia na Teologia Protestante original, tornou-se o elemento central dessa nova Teologia da Prosperidade.

ÉPOCA – E qual é o problema desse discurso?
Ramos – Há pelo menos dois equívocos. Primeiro, ao concentrar suas esperanças em si próprio e na obtenção de bens imediatos, o cristão adepto dessa teoria normalmente deixa em segundo plano objetivos que para a Teologia Protestante são prioritários, como a construção de uma nova sociedade. Há outra crítica. A Teologia da Prosperidade está inserida no sistema capitalista, que prega a acumulação, a exploração do homem pelo homem. Esse sistema tem de estar sob vigilância e não ser referendado.

No entanto, não é a pouca sabedoria daquele entrevistado que mais se destaca, antes disso há demonstração de idéias bem enganadas quanto aos princípios que fundamentam não apenas a instituição "igreja evangélica protestante", mas também o próprio Estado de direito. Primeiro que a livre associação é direito fundamental, inviolável por essência, encartada no artigo 5º, XVII da Constituição Federal. Em segundo lugar, equivocou-se novamente ao afirmar que o movimento protestante buscou a livre interpretação da bíblia, mesmo porque não existe “interpretação da Bíblia”, a Bíblia é objetiva e interpreta-se a si mesma, basta ao homem compreender a ordem divina disposta na Bíblia, afinal, qualquer tipo de interpretação é subjetiva – defendeu sim o “livre exame/acesso à Bíblia”. Isso é que é "o tiro sair pela culatra", piorou mais ainda a situação... Segue abaixo o trecho ao qual me refiro:

ÉPOCA – O princípio da livre interpretação e associação, tão caro aos protestantes, não dá espaço para a ação de muitos aventureiros?
Ramos – Riscos, há. Toda liberdade implica riscos. Mas não significa que devemos rever esse princípio. O que precisamos fazer é começar a discutir os limites éticos da livre interpretação e da auto-regulamentação. Claro que já existem parâmetros estabelecidos pelo Estado. Mas, além desses, precisamos criar os nossos. Será um longo debate. Estamos diante de um grande desafio.

Qual seria então a idéia exposta por Ariovaldo Ramos? A defesa de uma interpretação subjetiva da Bíblia, sob aspectos éticos pré-determinados por uma comissão? Além da abertura de templos sob os rigores de normas impostas pelo próprio Estado?

É...

10 September, 2009

UMA BREVE QUESTÃO DENOMINACIONAL

Imagine que Jesus Cristo, o Santo Filho de Deus, virá dos Céus para trazer uma Palavra no próximo domingo... aonde ele iria?

16 July, 2009

SOBRE O AMOR DE MUITOS

Entre falsos profetas, guerras e desastres, dos sinais de Sua vinda, o esfriamento do Amor de muitos é o que nos deveria causar maior terror. “E por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mateus 24.12).

Vivemos dias nos quais o pecado toma a forma da normalidade, em alguns casos até de maneira institucionalizada, a exemplo das passeatas “homosexualistas” e de usuários de maconha. Inerte, a igreja de Cristo abstém-se de sua responsabilidade perante o mundo e, mesmo que indiretamente, concorda com tais transformações na sociedade.

Podemos dizer que tal posicionamento demonstra o que corriqueiramente observamos em nossos bancos – a rotulação de “mundo” em tudo o que não faz parte daquele universo paralelo que chamamos de igreja. No entanto, junto com a corrupção, a banalização sexual e a violência, também jogamos fora o que é mais importante – VIDAS – objetivo principal do evangelho.

Deixamos de amar alguém pelo pecado que este comete – é assim que o pecado consegue fazer separação entre o pecador e Deus. E não percebemos que compartilhamos um só lugar, aonde Santificados e perdidos convivem exatamente para que a luz brilhe nas trevas. É por isso que em João 17:15 Cristo pede ao Pai para que não sejamos tirados do mundo, mas que Ele nos proteja do mal; ou seja, é nosso dever estarmos inseridos no mundo e, por mais que não façamos mais parte com ele (como diz os versículos 11 a 14), é nossa obrigação amar as almas que nos cercam.

Este é o esfriamento de Mateus 24:12, pois o Amor de Deus jamais esfria, e sim o nosso amor às almas. Não é coincidência que, enquanto o mundo institucionaliza suas perversões, vemos o povo de Deus mais preocupado com necessidades pessoais, realizações e projetos; mesmo dentro da igreja, quando os irmãos se preocupam mais com “ministérios” e “cargos”, enquanto “lá fora” pessoas estão morrendo, e este “lá fora” são as pessoas com quem convivemos e estamos concordando que “vivam” sem Cristo.

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Isaías 58:6-11
Porventura não é este o jejum que escolhi, que soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo e que deixes livres os oprimidos, e despedaces todo o jugo? Porventura não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres abandonados; e, quando vires o nu, o cubras, e não te escondas da tua carne? Então romperá a tua luz como a alva, e a tua cura apressadamente brotará, e a tua justiça irá adiante de ti, e a glória do SENHOR será a tua retaguarda. Então clamarás, e o SENHOR te responderá; gritarás, e ele dirá: Eis-me aqui. Se tirares do meio de ti o jugo, o estender do dedo, e o falar iniqüamente; E se abrires a tua alma ao faminto, e fartares a alma aflita; então a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio-dia. E o SENHOR te guiará continuamente, e fartará a tua alma em lugares áridos, e fortificará os teus ossos; e serás como um jardim regado, e como um manancial, cujas águas nunca faltam.

26 June, 2009

A MISÉRIA ESPIRITUAL DA NOVA ORDEM - por Marcus Boeira

A falta de fé na sociedade moderna ocidental levou a duas situações: de um lado, um desejo materialista de realização plena do sentido da vida a partir dos desejos individuais, tais como poder, riqueza, prazeres do mundo, paixões e etc; de outro, à uma busca do transcendente que não encontra eco no plano racional, vez que fé sem razão não pode ser fé, mas emotivismo passional.

3. Indo ele assentar-se no monte das Oliveiras, achegaram-se os discípulos e, estando a sós com ele, perguntaram-lhe: Quando acontecerá isto? E qual será o sinal de tua volta e do fim do mundo?
4. Respondeu-lhes Jesus: Cuidai que ninguém vos seduza.
5. Muitos virão em meu nome, dizendo: Sou eu o Cristo. E seduzirão a muitos.
6. Ouvireis falar de guerras e de rumores de guerra. Atenção: que isso não vos perturbe, porque é preciso que isso aconteça. Mas ainda não será o fim.
7. Levantar-se-á nação contra nação, reino contra reino, e haverá fome, peste e grandes desgraças em diversos lugares.
8. Tudo isto será apenas o início das dores.
9. Então sereis entregues aos tormentos, matar-vos-ão e sereis por minha causa objeto de ódio para todas as nações.
10. Muitos sucumbirão, trair-se-ão mutuamente e mutuamente se odiarão.
11. Levantar-se-ão muitos falsos profetas e seduzirão a muitos.
Mateus 24, 3-11


Parte dos movimentos modernos de massas possuem todos eles um caráter comum que os une em uma histeria gnóstica e revolucionária de inverter a ordem da realidade a partir de seus juízos particulares acerca da existência.

Na verdade, as heresias atuais buscam encontrar um sentido de vida sem a presença viva e real de Deus, o que logicamente acaba por ser acompanhado de um profundo vazio existencial que acaba por ocasionar um aniquilamento da fé no Ser criador e salvador do mundo. Na verdade, quando a fé no real é relegada à nada, à um âmbito da existência humana que não se mostra presente no dia-dia, o resultado é a ausência de fé e a falta de uma esperança na vida que há de vir para além do próprio corpo.

A falta de fé na sociedade moderna ocidental levou a duas situações: de um lado, um desejo materialista de realização plena do sentido da vida a partir dos desejos individuais, tais como poder, riqueza, prazeres do mundo, paixões e etc; de outro, à uma busca do transcendente que não encontra eco no plano racional, vez que fé sem razão não pode ser fé, mas emotivismo passional. Uma fé acompanhada da razão implica em prudência e autodomínio em ações permanentes e estáveis (Carta de Paulo aos Gálatas, 5, 22). Na nova ordem buscada pela modernidade o emotivismo barato substitui a dificuldade de uma vida dedicada à vontade de Deus, e não de si mesmo.

A fé em qualquer coisa, sem o conhecimento da revelação do plano transcendente ao plano imanente é uma marca característica do relativismo moderno, tão avesso à tradição e aos valores mais perenes e caros de todas as civilizações. O recurso de muitas pessoas aos Princípios transcendentes acarreta uma busca de sentido existencial. Porém, tal busca é aniquilada pela ausência de um conhecimento do que está por trás dessa busca. Assim, vemos as religiões orientais e o new age fazendo sucesso, sem um mínimo de exigência por entendimento da parte daqueles que se alimentam de tais "filosofias" de vida. Nem mesmos os que se dizem cristãos alimentam-se da Palavra do Deus vivo! Como podem conhecer seu Deus sem conhecer o que Ele diz?

Nesse sentido, o que se observa na sociedade atual é tanto uma revolta contra Deus quanto uma busca pelo transcendente sem critérios que sejam absorvidos no plano concreto da existência. Em ambos, há erros derivados de heresias gnósticas e de ausência de informação, o que naturalmente leva a um mesmo estado de fato: a ausência completa de Deus e a frustração de uma vida vazia de sentido.

No primeiro caso, o materialismo corta os laços com relação ao transcendente e procura justificar o sentido da vida a partir do próprio plano imanente. Ora, em uma situação dessas, os valores morais e a retidão das virtudes restam sem sentido, pois não há mais a aceitação de que tais coisas possuem uma origem determinada na inteligência eterna do Criador, mas que tais princípios são criados pelo homem na história. Porém, cabe a pergunta: se fossem criados pelos homens, como aceitaríamos que civilizações inteiras estejam interligadas a partir de religiões? E mais: se os valores fossem criados pelo homem, qual é esse homem que permitiu desde todo sempre que os homens se reunissem em comunidades e desenvolvessem hábitos virtuosos? De onde tal homem teria tirado tais valores morais?

Se o sentido das coisas estivesse nas próprias coisas, suas existências singulares não teriam finalidade alguma, pois a finalidade estaria só na própria coisa e não no fim a que ela almeja. Do mesmo modo, a vida humana possui uma finalidade que está para além dela mesma, que é justificada por algo que não está somente nela, mas que a transcende e que a fundamenta por dentro e por fora. Os homens são agentes históricos, mas fundamentados por algo que transcende a história, pois não fosse assim a vida humana seria sem sentido, já que os homens não teriam razão para existir, a não ser para satisfazer seus desejos e vontades!

O materialismo implica na atribuição de um sentido da história a partir da própria história, fazendo dela o juízo de si mesma. Então, se a história tem um fim que se reduz na própria história temporal, não existindo eternidade, seria necessário que os homens almejassem realizar o melhor de suas "idéias" sobre a história no próprio tempo em que vivem. Homens como Hitler, Stalin, Marx dentre outros buscaram realizar o paraíso perfeito no próprio plano histórico, tirando Deus da jogada e colocando-se como juízes da própria história, como senhores que realizariam um juízo apocalíptico no próprio tempo e que levariam a humanidade coletiva ao estado de paraíso, onde a utopia revolucionária seria imanentizada totalmente (Hans Urs Von Balthasar, Teologia da História, fonte, p. 92). Na verdade, o materialismo nada mais é senão um desejo do homem de se colocar no papel de deus sobre si mesmo, inicialmente, e depois sobre os outros, por entender que suas idéias são mais iluminadas que a dos outros e que sua mente poderá ser a única saída para um mundo "injusto" e caótico! Atualmente, movimentos revolucionários como a Teologia da Libertação, dentre outros, procuram utilizar a Igreja de Cristo como "instrumento" para satisfazer seus desejos políticos de levar o proletariado ao estado de perfeição, "matando todos os burgueses" em nome de Deus. Na verdade, tal situação é gravíssima. O Papa Bento XVI, em uma obra chamada Sal da Terra, em que foi entrevistado por Peter Seewald, chama a atenção para o uso das Igrejas e de religiões para finalidades "mundanas", o qual cita o exemplo da Teologia da Libertação, dizendo o seguinte: "A idéia fundamental é que o cristianismo também tem de ter efeito na existência terrena do homem. Tem de lhe dar a liberdade de consciência, mas também tem de procurar fazer valer os direitos sociais do homem. Mas quando essa idéia é aproveitada num sentido unilateral, procura, em geral, ver no cristianismo o instrumento de uma transformação política do mundo. A partir desse ponto tomou forma a idéia de que todas as religiões seriam apenas instrumentos para a defesa da liberdade, da paz e da preservação da criação; teriam, pois, de se justificar através de um sucesso político e de um objetivo político" (Papa Bento XVI, Sal da Terra, imago, p. 108).

O comentário do Papa nos chama a atenção em um ponto: o de que movimentos como a TL não aceitam o governo de Deus na história e usam a Igreja para satisfazer suas pretensões ideológicas e políticas, que nada mais são senão idéias que procuram substituir a Deus e estabelecer uma única verdade criada por um homem que deverá ser realizada inteiramente no plano da história. Provocam um ódio contra Deus e um desejo de "libertação" de si mesmo, pois não se aceita a condição humana como se é, mas procura-se fazer o papel de criador de si mesmo; e por sua vez, de criador de uma nova história.

Os arautos da modernidade desejam uma nova ordem mundial, que nada seria senão a mentirosa perspectiva de que a ordem criada por Deus inexiste e que o homem precisa criar uma ordem histórica, perfeita, que não se reduz em uma cultura, mas que exige a amplitude do mundo, como se os paladinos dessa nova ordem buscassem um deus-homem que os salvasse e os governasse com mãos suaves. Quem vê cara não vê coração! As mãos suaves de um homem são também mãos de criatura pecadora, que pode utilizar suas transgressões a fim de torná-las obrigatórias ao mundo inteiro!

A nova ordem também é um desejo mimético de aportar os próprios pecados para fora de si, jogando a culpa nos outros pelos próprios erros. O bode expiatório da nova ordem só poderá, assim, ser cada religião em cada cultura, pois a religião é a força civilizatória que constitui a tradição e os valores morais antagonicamente opostos ao estilo moderno de vida. A nova ordem substitui, então, a tradição e as ordens antigas que se apoiavam no mundo espiritual. A nova ordem irá caminhar para tornar o mundo visível em um "mundo desejoso perfeito", criado pelo homem e avesso aos valores antigos! O que é antigo saiu de moda, não merece a atenção "dos modernos"! o mundo espiritual será o próprio mundo visível, em que cada homem é deus de si mesmo. Eis as pretensões da nova ordem. a destruição de todas as religiões, em especial o Cristianismo, e a união espiritual em um deus-homem, que representará o salvador do mundo.

Porém, os arautos do new age, por possuírem uma mente que odeia a Deus sobre todas as coisas, não se restringem a aversão sobre tudo o que é tradicional. Também exortam seus fiéis alienados em uma fé sem representação viva do transcendente. E então caímos no segundo caso de nossa análise.

O segundo caso de nossa abordagem cinge-se a fé sem razão, ou ainda, a busca de sentido sem entendimento do que se está buscando. Primeiro, como pode se buscar a algo que se desconhece? Como é possível ter fé e esperança em algo que não se conhece e, assim, não se tem certeza? Nesse sentido, o new age procurará aniquilar todas as religiões e estabelecer uma única religião transcendente, um único deus criado pelo homem e que representaria simbolicamente todas as religiões existentes. Ora, perguntaria eu: o deus do hinduísmo é o mesmo deus do islã? O deus dos celtas é o mesmo deus dos egípcios? O Deus de Israel é o mesmo deus dos povos indígenas? Como seria possível uma única religião dentre culturas "religiosas" tão distintas? E mais: que tipo de adoração exigiria o deus da nova era?

A nova era mostra ser um movimento ecumenista criado por homens que desejam ardentemente uma paz mundial criada por seus desejos pessoais! Desconsideram os fundamentos sagrados de todas as civilizações e profanam todas as culturas com suas perspectivas agnósticas e materialistas.

De uma certa maneira, o new age tem o mesmo problema encontrado no relativismo moderno: ambos são frutos de uma tentativa do homem de desconsiderar os juízos de Deus a partir de uma fé sem razão! Uma fé sem razão é uma fé morta, assim como uma razão sem fé é irracionalidade, pois acarreta um sentido de vida aniquilador para a própria vida, em suas concupiscências auto-mutilantes. Na sua epístola, Tiago, apóstolo de Jesus, nos exorta indagando-nos da seguinte maneira: "Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras" (Tg 2, 18). Ainda Paulo, na Carta aos Romanos, diz que "o justo viverá da fé" (Rm 1, 17). Em ambas as passagens, as Sagradas Letras nos demonstram que, embora a salvação venha pela fé, uma fé viva é autêntica se implica em obras, isto é, em uma vida justa, racional, prudente e dedicada ao Criador. Eis uma autêntica fé! Por isso, sem a razão, a fé não pode ser realizada, assim como a razão, sem a fé, resta em trevas, sem a iluminação divina! (Santo Tomás de Aquino, Suma Teologica, BAC, Tomo VII, questão 4, art. 3).

A nova era (new age) e a Teologia da Libertação são heresias que, embora se manifestem de modos distintos, pertencem ao mesmo gênero: o desejo do homem de mente moderna de encontrar um sentido de vida na própria história, desconsiderando que a finalidade da mesma esteja no além, na eternidade, e colocando o sentido de sua vida nos prazeres do mundo, na riqueza ou no poder!

O homem com a mentalidade moderna busca uma nova ordem contra Deus e contra a tradição porque acredita que se voltando contra o que lhe criou "liberta-se de todos os condicionamentos" que, na verdade, são partes da própria realidade de seu ser. Ele mesmo crê que pode se tornar "livre" de sua condição de criatura, passando, assim, ao segundo estágio de sua revolta gnóstica: o de ser deus de si mesmo, autocriador, em suma, de criador de uma nova ordem artificial, profana, que rompe com o sagrado e imanentiza o ser em suas complacências.

Eis aí a psicologia egocêntrica de massas dos fiéis da nova era: uma psyche artificial, criada a partir do próprio homem, que cria seu juízo, sua justiça e sua fé. A graça não é então luz que vêm do alto, mas o reflexo pagão de uma cultura secular cuja pretensão é o estabelecimento de uma religião materialista.
16/06/2009

20 May, 2009

PRINCÍPIOS DE EXCELÊNCIA PESSOAL E INSTITUCIONAL - por Geraldo Tadeu

A resposta para a derrocada institucional em nossos dias está condicionada a diversos fatores, dentre os quais, a destruição das famílias (célula máter da sociedade), má gestão de empresas (tendo o trabalho como a célula pater), Estados em guerra, o despreparo das escolas (aonde se tem muita formação – diz-se, colocar a forma –, mas pouca informação) e ainda a pobreza institucional das igrejas. Todos estes problemas estão relacionados a deficiências pessoais, como fruto da falta de sabedoria e entendimento advertidos pela Palavra de Deus.
Quando o indivíduo estiver curado, por conseqüência, as instituições também estarão. Tal é a importância dos fundamentos e princípios da Excelência Institucional e Pessoal, apregoados pelo Consultor Empresarial Geraldo Tadeu.
Assim, no plano Pessoal, devemos atentar para os cinco pontos da operacionalização da excelência, os quais devem coexistir em equilíbrio: Conhecimento, Entendimento, Sabedoria, Habilidade e Personalidade.
Conhecimento – é informação e a própria busca pela informação, aprender e ensinar; Entendimento, por sua vez, não é apenas a compreensão, mas o refletir conseqüências, sentimentos, pensamentos, palavras usadas, relacionamentos e saber gerir recursos; Sabedoria não é “saber”, é “levar princípios à prática”; A Habilidade está relacionada à repetição (capacidade, destreza) e, por fim, a Personalidade, como a base de tudo, é a união de caráter (o que somos quando ninguém está olhando) e temperamento (quando estamos sob pressão).
PRINCÍPIOS
  • Princípio da Visão – o indivíduo precisa definir o que quer TER, SER e SABER, o que quer FAZER, aonde quer ESTAR e com QUEM quer estar e estar.
  • Diante disso, o homem precisa estar disposto a aceitar mudanças quanto à maneira de pensar e agir, pela “renovação do entendimento”.
  • O fundamento do governo individual está no domínio próprio, a Bíblia relata em Tiago 3. Por conseqüência, quem domina a própria língua, pode governar a si mesmo e também uma instituição – esta é a base do governo institucional.
  • E, para governar uma instituição, temos o Princípio da Liderança pelo Serviço – segundo a Palavra de Deus, líder é servo do próximo (não apenas delega sua vontade, mas está preocupado com a qualidade de condições dos indivíduos).
  • Princípio da Responsabilidade – responsabilidade e melhor que obediência, é o comprometimento do indivíduo com a instituição, seus objetivos e resultados. Responsabilidade é a capacidade de cumprir prazos e promessas; aceitar compromissos e cumpri-los; a capacidade de delegar e liderar pelo exemplo; agir certo, do jeito certo e no momento certo; não procrastinar; rejeitar a inércia; é combater a má versação; é saber se ocupar com a coisa certa, na hora certa, entre outros.
  • Quanto à gerência de recursos, temos três corolários: senso de utilização (saber para que serve), ordenança (“ter lugar para cada coisa e colocar cada coisa em seu lugar”) e limpeza (manter limpo, “lugar limpo não é o que mais se limpa, mas o que menos se suja”).
  • Princípio da Reciprocidade – ação e reação – o que se planta é o que se colhe. Não podemos esperar colher o que não plantamos.
  • Princípio da Multiplicação – para colher bastante, devemos plantar bastante – é o “ser produtivo” descrito na parábola dos talentos.
  • Princípio da Grandeza – Cristo ensinou que o maior é o menor, sendo a humildade a verdadeira característica de pessoas grandes. Humildade é a capacidade de reconhecer meus erros e fraquezas e procurar transformação. Deve vencer o ciúmes e a inveja – ciúmes/arrogância, é aquele que tem a “mão cheia e não aceita esvaziá-la”; inveja/rejeição – tem mãos vazias e quer encher.
  • Princípio da Unidade – diferente do princípio da uniformidade, que existe a confluência de iguais, o princípio da unidade reflete uma unidade de propósitos, muito embora exista uma diversidade de dons – “somos diferentes, mas cada um é singular”, é o respeito às diferenças.
  • Princípio da Perseverança – é a necessidade de ser firme e constante nos empreendimentos, objetivando atingir a prosperidade.
  • Por fim, Prosperidade não significa abundância de recursos, mas ausência de necessidades e desejos realizados. Deve ser entendida na plenitude Espiritual, Emocional, Física, Econômica e Financeira e dos Relacionamentos.

Este texto teve por base o vídeo abaixo, gravado no estudio do blog http://www.ecoseantigos.blogspot.com/ - pelo qual, meu Amigo Geraldo, disserta de forma bem resumida o sistema operacional do Programa de Excelência Pessoal e Institucional.

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  • 13 May, 2009

    DIREÇÃO DE DEUS - PRINCÍPIOS REVELADOS PELA LEI COMO EXPRESSÃO DA VONTADE DE DEUS

    Aos que procuram orientação em momentos decisivos, a prudência é a melhor das escolhas – Provérbios 9:10 a compara ao temor do Senhor, como a própria essência do conhecimento do Santo. E, falando de escolhas, vale observar que são elas que traduzem a profundidade da essência humana; não a Deus (Ele já a conhece), mas aos homens; que, por sua natureza adâmica, manifesta-se na ocultação de Deus e das próprias responsabilidades, expondo a leviandade com que as escolhas normalmente são feitas.

    Então, como dirigir escolhas cautelosas? De início, a direção de Deus jamais se contrapõe à Sua vontade, sendo a expressão do Seu desígnio e, analisando de uma maneira prática, são os princípios contidos na Bíblia que indicam a atitude correta, é para isso que serve a Palavra de Deus. Ainda se deve atentar ao fato de que a vontade de Deus pode ser relacionada à representação das ordens de Deus (da sua Lei, não como julgo, mas a Lei como baliza da liberdade), é o que podemos ver em Salmo 40:8.

    Assim, a Lei de Deus conduz ao entendimento de Sua boa, perfeita e agradável vontade (Romanos 12:2) destinada para aqueles que, inconformados com este mundo, optaram pela transformação em Cristo, cujo corpo é apresentado como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, ou seja, aos que deliberadamente sujeitam-se aos desígnios divinos e que, como a Palavra diz, jamais serão desapontados. Esta é a direção de Deus para nossas escolhas - a confiança e a obediência da sua Lei, posto ser ela a representação da Sua vontade.

    Conclui-se que a Lei revela princípios que existem como rochas seguras para nossos passos, são estes princípios que devem dirigir nossas escolhas e esta observação consciente é o culto racional que dirigirá todas as escolhas e, ao contrário do que muitos pensam, não há qualquer mistério na procura da vontade de Deus, e obter sua direção é, na verdade, um exercício de estudo da Palavra e conhecimento da Lei de Deus.

    04 March, 2009

    “A minha graça te basta, o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza” (II Cor. 12:9).

    Acho estranhamente confortador saber que quando Jesus enfrentou o sofrimento, reagiu como eu. Ele não orou no Jardim: “Ah, Senhor, sinto-me tão grato por teres me escolhido para sofrer por ti. Que privilégio!”. Não! Ele experimentou tristeza, medo e abandono. Contudo, ele suportou porque sabia que podia confiar no Deus de amor.

    Como disse C.S.Lewis, “podemos até desejar que tivéssemos tão pouca importância para Deus, que ele nos deixasse em paz a fim de seguirmos nossos impulsos naturais, mas com isto estaríamos pedindo menos amor e não mais de sua parte. Pedir que o amor de Deus se contente conosco como somos é o mesmo que pedir que Deus deixe de ser Deus”. (...) Deus nos abandona entregando-nos à própria sorte? Não. O Senhor da eternidade já sentiu o impacto dos punhos e da saliva em sua face, sentiu a madeira áspera rasgando as suas costas ensangüentadas, ouviu os gritos zombadores de uma multidão que o desafiava. Por isso Jesus não é uma religião, mas Deus conosco. Isso implica num relacionamento que transcende a instituição e invade o espaço sideral, a eternidade e o paraíso."

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