20 May, 2009

PRINCÍPIOS DE EXCELÊNCIA PESSOAL E INSTITUCIONAL - por Geraldo Tadeu

A resposta para a derrocada institucional em nossos dias está condicionada a diversos fatores, dentre os quais, a destruição das famílias (célula máter da sociedade), má gestão de empresas (tendo o trabalho como a célula pater), Estados em guerra, o despreparo das escolas (aonde se tem muita formação – diz-se, colocar a forma –, mas pouca informação) e ainda a pobreza institucional das igrejas. Todos estes problemas estão relacionados a deficiências pessoais, como fruto da falta de sabedoria e entendimento advertidos pela Palavra de Deus.
Quando o indivíduo estiver curado, por conseqüência, as instituições também estarão. Tal é a importância dos fundamentos e princípios da Excelência Institucional e Pessoal, apregoados pelo Consultor Empresarial Geraldo Tadeu.
Assim, no plano Pessoal, devemos atentar para os cinco pontos da operacionalização da excelência, os quais devem coexistir em equilíbrio: Conhecimento, Entendimento, Sabedoria, Habilidade e Personalidade.
Conhecimento – é informação e a própria busca pela informação, aprender e ensinar; Entendimento, por sua vez, não é apenas a compreensão, mas o refletir conseqüências, sentimentos, pensamentos, palavras usadas, relacionamentos e saber gerir recursos; Sabedoria não é “saber”, é “levar princípios à prática”; A Habilidade está relacionada à repetição (capacidade, destreza) e, por fim, a Personalidade, como a base de tudo, é a união de caráter (o que somos quando ninguém está olhando) e temperamento (quando estamos sob pressão).
PRINCÍPIOS
  • Princípio da Visão – o indivíduo precisa definir o que quer TER, SER e SABER, o que quer FAZER, aonde quer ESTAR e com QUEM quer estar e estar.
  • Diante disso, o homem precisa estar disposto a aceitar mudanças quanto à maneira de pensar e agir, pela “renovação do entendimento”.
  • O fundamento do governo individual está no domínio próprio, a Bíblia relata em Tiago 3. Por conseqüência, quem domina a própria língua, pode governar a si mesmo e também uma instituição – esta é a base do governo institucional.
  • E, para governar uma instituição, temos o Princípio da Liderança pelo Serviço – segundo a Palavra de Deus, líder é servo do próximo (não apenas delega sua vontade, mas está preocupado com a qualidade de condições dos indivíduos).
  • Princípio da Responsabilidade – responsabilidade e melhor que obediência, é o comprometimento do indivíduo com a instituição, seus objetivos e resultados. Responsabilidade é a capacidade de cumprir prazos e promessas; aceitar compromissos e cumpri-los; a capacidade de delegar e liderar pelo exemplo; agir certo, do jeito certo e no momento certo; não procrastinar; rejeitar a inércia; é combater a má versação; é saber se ocupar com a coisa certa, na hora certa, entre outros.
  • Quanto à gerência de recursos, temos três corolários: senso de utilização (saber para que serve), ordenança (“ter lugar para cada coisa e colocar cada coisa em seu lugar”) e limpeza (manter limpo, “lugar limpo não é o que mais se limpa, mas o que menos se suja”).
  • Princípio da Reciprocidade – ação e reação – o que se planta é o que se colhe. Não podemos esperar colher o que não plantamos.
  • Princípio da Multiplicação – para colher bastante, devemos plantar bastante – é o “ser produtivo” descrito na parábola dos talentos.
  • Princípio da Grandeza – Cristo ensinou que o maior é o menor, sendo a humildade a verdadeira característica de pessoas grandes. Humildade é a capacidade de reconhecer meus erros e fraquezas e procurar transformação. Deve vencer o ciúmes e a inveja – ciúmes/arrogância, é aquele que tem a “mão cheia e não aceita esvaziá-la”; inveja/rejeição – tem mãos vazias e quer encher.
  • Princípio da Unidade – diferente do princípio da uniformidade, que existe a confluência de iguais, o princípio da unidade reflete uma unidade de propósitos, muito embora exista uma diversidade de dons – “somos diferentes, mas cada um é singular”, é o respeito às diferenças.
  • Princípio da Perseverança – é a necessidade de ser firme e constante nos empreendimentos, objetivando atingir a prosperidade.
  • Por fim, Prosperidade não significa abundância de recursos, mas ausência de necessidades e desejos realizados. Deve ser entendida na plenitude Espiritual, Emocional, Física, Econômica e Financeira e dos Relacionamentos.

Este texto teve por base o vídeo abaixo, gravado no estudio do blog http://www.ecoseantigos.blogspot.com/ - pelo qual, meu Amigo Geraldo, disserta de forma bem resumida o sistema operacional do Programa de Excelência Pessoal e Institucional.

  • 13 May, 2009

    DIREÇÃO DE DEUS - PRINCÍPIOS REVELADOS PELA LEI COMO EXPRESSÃO DA VONTADE DE DEUS

    Aos que procuram orientação em momentos decisivos, a prudência é a melhor das escolhas – Provérbios 9:10 a compara ao temor do Senhor, como a própria essência do conhecimento do Santo. E, falando de escolhas, vale observar que são elas que traduzem a profundidade da essência humana; não a Deus (Ele já a conhece), mas aos homens; que, por sua natureza adâmica, manifesta-se na ocultação de Deus e das próprias responsabilidades, expondo a leviandade com que as escolhas normalmente são feitas.

    Então, como dirigir escolhas cautelosas? De início, a direção de Deus jamais se contrapõe à Sua vontade, sendo a expressão do Seu desígnio e, analisando de uma maneira prática, são os princípios contidos na Bíblia que indicam a atitude correta, é para isso que serve a Palavra de Deus. Ainda se deve atentar ao fato de que a vontade de Deus pode ser relacionada à representação das ordens de Deus (da sua Lei, não como julgo, mas a Lei como baliza da liberdade), é o que podemos ver em Salmo 40:8.

    Assim, a Lei de Deus conduz ao entendimento de Sua boa, perfeita e agradável vontade (Romanos 12:2) destinada para aqueles que, inconformados com este mundo, optaram pela transformação em Cristo, cujo corpo é apresentado como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, ou seja, aos que deliberadamente sujeitam-se aos desígnios divinos e que, como a Palavra diz, jamais serão desapontados. Esta é a direção de Deus para nossas escolhas - a confiança e a obediência da sua Lei, posto ser ela a representação da Sua vontade.

    Conclui-se que a Lei revela princípios que existem como rochas seguras para nossos passos, são estes princípios que devem dirigir nossas escolhas e esta observação consciente é o culto racional que dirigirá todas as escolhas e, ao contrário do que muitos pensam, não há qualquer mistério na procura da vontade de Deus, e obter sua direção é, na verdade, um exercício de estudo da Palavra e conhecimento da Lei de Deus.

    04 March, 2009

    “A minha graça te basta, o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza” (II Cor. 12:9).

    Acho estranhamente confortador saber que quando Jesus enfrentou o sofrimento, reagiu como eu. Ele não orou no Jardim: “Ah, Senhor, sinto-me tão grato por teres me escolhido para sofrer por ti. Que privilégio!”. Não! Ele experimentou tristeza, medo e abandono. Contudo, ele suportou porque sabia que podia confiar no Deus de amor.

    Como disse C.S.Lewis, “podemos até desejar que tivéssemos tão pouca importância para Deus, que ele nos deixasse em paz a fim de seguirmos nossos impulsos naturais, mas com isto estaríamos pedindo menos amor e não mais de sua parte. Pedir que o amor de Deus se contente conosco como somos é o mesmo que pedir que Deus deixe de ser Deus”. (...) Deus nos abandona entregando-nos à própria sorte? Não. O Senhor da eternidade já sentiu o impacto dos punhos e da saliva em sua face, sentiu a madeira áspera rasgando as suas costas ensangüentadas, ouviu os gritos zombadores de uma multidão que o desafiava. Por isso Jesus não é uma religião, mas Deus conosco. Isso implica num relacionamento que transcende a instituição e invade o espaço sideral, a eternidade e o paraíso."

    Para ler mais clique aqui.

    07 November, 2008

    HOMENS DE POUCA FÉ

    João 8:31 e 32 – “(...)Se vós PERMANECERDES na minha palavra, VERDADEIRAMENTE SOIS MEUS DISCÍPULOS; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará (...)”.
    Em minha vida de Cristão, observo o péssimo exemplo de desistência nos meus Irmãos. Neste sentindo, digo que permanecer é o princípio fundamental no qual devemos apoiar nossa Fé.

    Se realmente vivemos a vida dos Justos, fundamentada na Fé que é superior aos próprios entendimentos sobre as coisas, precisamos desesperadamente aprender a ser como Cristo é – precisamos ser constantes nas motivações, sendo firmes nas escolhas e, desde que certas, sermos os mesmos ontem, hoje e sempre.

    Aconteça o que acontecer, antes das ondas sentimentais que batem no barco, antes do chão abalar em terremotos de inseguranças e antes dos furações das mudanças que costumam jogar nossas vidas ao chão, deve-se aprender a ser constante.
    O barco pode virar, o chão pode tremer e tudo pode cair, mas jamais devemos estar apoiados nestas variações corriqueiras da vida dita “normal”.

    É Esperar contra qualquer esperança que vai Honrar a Palavra de Deus a nós Revelada.

    22 September, 2008

    Como Deus fala?

    Deus fala de um modo muito peculiar - SUA VOZ TEM O TIMBRE DA INTIMIDADE.

    Sl 32:8 diz: "Guiar-te-ei com meus olhos" - vejo isso como aquelas conversas que a gente tem com quem é íntimo, em que muitas vezes sequer há palavras. Falando de palavras, acho que elas são o gesso da comunicação, exprimem menos do que deveriam e tentamos entender mais do que elas podem dizer...boa comunicação não precisa de palavras, precisa sim de coração e intimidade.

    04 December, 2007

    Ainda um poema inacabado

    Tão bela noite teus olhos desafiam.
    És a primeira das estrelas,
    Solitária, Inigualável.

    Despontas o céu, na porta do abismo.
    Lá na beirada do dia.
    Aonde poetas não sonham,
    nem sábios ousam olhar,

    Encontrei-te assim, brilhando,
    A luz do dia, cansada, gritava teu nome.
    E a noite chegando, tua música cantava.
    - O dia poderia enfim descansar,
    E a noite então destilar toda sua beleza no infinito.

    Ainda não, ainda.
    Entre o dia e a noite, a vida,
    horas que enfim terminam.
    Como o poema inacabado.
    Pelas estrelas que não vemos
    até que a noite chegue.

    29 June, 2007

    Sacrifício - Gn 22:2


















    Assusta-me sentir o frio desta pedra na qual estou deitado, e seu gélido pavor penetra no mais profundo da minha alma, fazendo-me tremer o corpo inteiro.
    À minha frente apenas o céu.
    Sua quietude aumenta meu desespero nisso que não vejo de tão imenso, que é o infinito adiante.
    Eu sei, estou na palma da mão do próprio Deus.

    Deste mundo, duas coisas me revelam que ainda não morri: o vento, próximo e distante, movendo-se rápido pelas montanhas, lembrando que o tempo não parou, por enquanto; e as batidas rápidas do meu coração, audíveis, tamanho silêncio me envolve.
    É só o que me lembra vida, nada mais.

    Desejei estar aqui, frente a frente Contigo.
    Tantas vezes lhe chamei O nome, mas agora estou querendo fugir, pular desta pedra e me esconder de Tua face, por quão terrível és.
    Tanto mais perto de Ti estou que me vejo aos poucos morrendo; nu e aflito por falta de qualquer anseio no qual eu ainda possa me segurar.

    No entanto, as coisas perderam seus valores.
    “Eu Confuso”, procurando existir, querendo morrer.
    Assim eu vou vivendo e morrendo cada dia em Tua presença.

    22 May, 2007

    João 8:31 e 32

    “(...)Se vós PERMANECERDES na minha palavra, VERDADEIRAMENTE SOIS MEUS DISCÍPULOS; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará (...)”.

    Se realmente vivemos a vida dos Justos, fundamentada na Fé que é superior aos próprios entendimentos sobre as coisas, precisamos desesperadamente aprender a ser como Cristo é – precisamos ser constantes nas motivações, sendo firmes nas escolhas e, desde que certas, sermos os mesmos ontem, hoje e sempre.

    Aconteça o que acontecer, antes das ondas sentimentais que batem no barco, antes do chão abalar em terremotos de inseguranças e antes dos furações das mudanças que costumam jogar nossas vidas ao chão, deve-se aprender a ser constante.
    O barco pode virar, o chão pode tremer e tudo pode cair, mas jamais devemos estar apoiados nestas variações corriqueiras da vida dita “normal”.

    É Esperar contra qualquer esperança que vai Honrar a Palavra de Deus a nós Revelada.

    16 March, 2007

    Outros Céus e o céu de Constantino.

    Crês, o Sol resplandece diante de ti,
    Descortinado pela altura a que chegaste.
    Nada mais se esconde daonde vês.
    É o céu visto por Ele mesmo.

    Percebeste afinal, não o era oculto.
    Estavam seus olhos abaixo do horizonte,
    Separavas a ti mesmo por tão pequena linha.
    Era o céu, visto de dentro do abismo.

    Mas o sol venerado por Constantino,
    Dentre as frestas de seu pequeno céu,
    Obscurece, por suas retinas viciadas,
    a vista que o Sol ilumina.

    22 February, 2007

    Um Poema Inacabado

    Sobre o amor, querida.
    Quem dera ilusão fosse.
    E teus olhos tristes, cortinas entreabertas,
    Não guardassem outro amor desiludido.

    Quem dera teu sorriso,
    Espantando a confusão de teus enganos,
    te mostrasse de que é feito o amor.
    Diante dele, Ilusão que fosse,
    não passaria do que realmente é
    - mera sombra inofensiva.

    Então, de mãos dadas,
    poderiamos nos iludir também
    com a doce visão do que não somos.

    16 February, 2007

    O Fim da Rua

    Visão de Deus...
    milhares de CNPJs espalhados pela terra.
    Mas aquela igreja pequenininha no fim da rua,
    só Deus sabe...
    Ainda bem.

    22 January, 2007

    Só falta o Amor

    Posso compreender mistérios e planos divinos.
    Dizer palavras e guiar alguém perdido.
    Possuir o conhecimento dos sábios.
    Posso treinar habilidades.
    Ser afortunado em dons.
    A minha convicção pode converter multidões.
    A minha fé pode realizar maravilhas.
    Minha boca pode transmitir profecias,
    Minhas mãos podem curar.
    Calejar os pés evangelizando.
    Posso ser amável, sendo bom.
    Contudo, sem Amor, eu sou o metal ressoando,
    Incompreendido. Perdido.
    Repetindo sabedorias e experiências de outrem.
    Compreendendo o mistério, escolheu sua própria convicção.
    Diante de Deus, preferiu a divindade.

    _____________________________________________
    A diferença entre o ministro e o músico é o Amor.
    A diferença entre o mestre e o professor é o Amor.
    A diferença entre o servo e o escravo é o Amor.
    A diferença entre o pastor e pastor é o Amor.
    Enfim, a diferença é o Amor.

    28 December, 2006

    Ao Ano Passado

    Se tivesse que passar a conta do que aprendi em 2006 seria assim:

    - Devo questionar minhas dúvidas tanto quanto minha fé;
    - Não consigo fazer esta viagem sozinho;
    - Devo permitir que o bem exista tão profundamente quanto o mal (o segundo normalmente é rápido e fácil, posto que é natural);
    - Simplificar cada vez mais;
    - Algumas coisas me permitem sentir o prazer de Deus;
    - Não posso me envergonhar do Evangelho de Cristo;
    - Preciso lembrar mais que mesmo os que me irritam foram escolhidos e são amados por Deus;
    - Devo continuar perdoando aqueles que me causam feridas e me impedem de ser pleno;Preciso aprender a Amar.

    Pois assim diz o Alto e Sublime, que vive para sempre, e cujo nome é Santo: “Habito num alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e humilde de espírito, para dar novo ânimo ao espírito do humilde e novo alento ao coração contrito”. Isaias 57:15

    FELIZ ANO NOVO!!!
    http://www.youtube.com/watch?v=ZmJfnOf1izg

    26 December, 2006

    Um Feliz Natal...

    Quem sabe um dia eu também consiga abrir mão da minha “glória” e me fazer de menino, ser um homem como qualquer outro e deixar de lado este “semi-deus” na terra, este nobre evangélico, convertido, de malas feitas para o céu, esperando.
    Quem sabe um dia eu abra mão do que eu posso fazer e venha a escolher o que eu realmente devo. Quem saiba um dia eu consiga pagar o preço por alguém, quem saiba eu consiga amar de verdade. Quem saiba eu coloque em prática toda esta teoria que eu já conheço muito bem e compreenda o significado do que fizeste.
    Neste dia eu lembrarei não de um menino pobrezinho na manjedoura, mas de um Deus todo poderoso que escolheu abrir mão de seu infinito, que me mostrou que é possível seguir seus passos e que estamos vivos para morrer pela salvação do mundo.

    21 December, 2006

    NEÓFITO, CUIDADO COM OS BONS

    Muitos irão sorrir para você, poucos se alegrarão contigo.
    Muitos lhe apertarão a mão, quase ninguém irá caminhar ao seu lado.
    Todos serão bondosos, mas poucos serão bons.
    Daqueles que falarão de Deus, uma ínfima parte saberá quem Ele é.
    Seja como a criança: tenha medo de santos.
    São estátuas assombrosas.

    11 December, 2006

    A SEDE

    Às vezes o gosto, gole desejado.
    Lembrança outrora regozijada.
    Ainda o embaraço dispensado,
    E aquela emoção não-destilada

    De repente o Amor sacrificado,
    És a mão seguindo-me cortejada.
    E ao meu coração ora purificado,
    Teu vício é razão justificada.

    Traduziste meu prazer em procura.
    Fizeste minha sede em loucura.
    E assim revelaste minha secura

    Da água que me deste renasci.
    Na vida que fizeste saciei.
    E nunca mais tive sede alguma.
    _______________________________________
    João 4:13 - 14 “Replicou-lhe Jesus: Todo o que beber desta água tornará a ter sede; mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede”.

    17 November, 2006

    Aos meus inimigos

    Além do barulho do vento, trazendo o cheiro forte de sangue, ouço os gemidos distantes daqueles que provocaram o Senhor dos Exércitos. Antes os gritos de escárnio, agora, meros gemidos de morte.
    Há pouco eu estava entre as fileiras, ouvindo os gritos daquele homem que se empunha sobre o exército do Senhor, desafiando alguém com quem pudesse lutar, apostando a excessiva confiança dos que têm certeza da vitória. Certamente o gigante de quase três metros de altura jamais tivera encontrado a derrota, tamanha força e experiência em batalhas, o que fazia de suas vitórias conseqüências lógicas de sua consistência.
    Muita força, no entanto, ele se levantara contra o povo do Senhor dos Exércitos, o povo do Homem de guerra que não deixaria seu povo ser humilhado pelos Filisteus que naquele momento zombavam.
    A minha certeza estava no Deus mais forte e mais poderoso que aquele simples homem, que nada seria perante o Senhor. E confiei que eu poderia realmente ser instrumento de Deus humilhando a aqueles homens, era a única coisa que eu pensava – Deus não está contente com aquela situação.
    Rapidamente pulei adiante da tropa já tirando a primeira pedra do alforge, que cuidadosamente coloquei na funda – poucas seriam minhas chances, sem nenhum preparo de batalhas, além dos treinamentos com feras. Qualquer pessoa normal veria as possibilidades e naturalmente fugiria do desafio, sendo perfeitamente compreensível vendo que a razão afirmava ser um suicídio, ainda mais na minha loucura, ao enfrenta-lo com pedras na mão, só pedras.
    O gigante corria em minha direção, mas eu o olhava com a funda girando, calmo, esperando o momento certo – a batalha seria breve, ambos sabíamos disso.
    O girar da funda parecia soar como um grito ao vento. Rapidamente lancei a pedra, que
    afundou na testa no gigante, fazendo-o cair desmaiado. Não perdi a chance, corri em sua direção até alcançar sua espada, tirei de mim toda força quando a desferi contra o pescoço do gigante, cortando-lhe a cabeça.
    O sangue jorrou como um rio sobre o chão. E o silêncio da surpresa de todos brevemente foi interrompido pelos gritos do inimigo fugindo desesperado ao ver seu herói envergonhado às mãos de alguém tão pequeno quanto eu. Logo percebi a ordem de ataque dos comandantes.
    Em pouco tempo todos os Filisteus estavam mortos, jogados à podridão do campo.
    Confesso que o cheiro do sangue quente misturado à terra me atraia a atenção e exprimia em mim um longo grito de Vitória, que se repetiu por muito tempo, enquanto eu desfilava com a pesada cabeça do gigante.
    Muitos ainda têm se levantado, seus estandartes são o medo que podemos ter perante os fatos tão naturais da realidade quotidiana. Basta eu entender que o desfio do gigante em minha frente, tão real e assustador, é apenas mais uma batalha, das tantas já vencidas do impossível contra real.
    Quanto a mim, permaneço segurando aquela cabeça pesada, ainda sentindo o cheiro forte do sangue que escorre na terra.
    Eu venci! E olhando os corpos ao chão penso - seja quem for o próximo, terá o mesmo fim. Que meus inimigos jamais se esqueçam disso, porque eu não irei.

    08 November, 2006

    Caçadores de Deus

    Quanto a busca de Deus, deveríamos percebe-lo como um Ser muito superior que de muitas formas tenta se comunicar conosco, alguém tão inimaginável em tamanho e poder que sente dificuldades de comunicação com seres tão pequenos e ignorantes, nós.

    Vejo Deus procurando formas de se aproximar sem que venhamos a nos assustar, de nos falar o que pensa sem que nos percamos. Alguém que gostaria de nos contar como fez o universo e como foi seu primeiro “dia” na criação, que gostaria de falar sobre como nos viu pela primeira vez lá no ventre de nossas mães, e sonhou – sendo que, aliás, momentos de um todo que Ele contempla neste exato momento; passado, presente e futuro; Ele ainda me vê criança e também já o velho que serei um dia.

    Deus certamente gostaria de falar sobre tantas coisas de tudo o que sabe sobre nós, sobre o que está para acontecer, mas de que adiantaria, não entenderíamos uma vírgula, nem sua voz compreenderíamos – a Bíblia está forrada de momentos em que Deus tentou nos comunicar, mas em todos o frustramos.

    "Mas o meu povo não ouviu a minha Voz, e Israel não me quis. Pelo que Eu os entreguei à obstinação dos seus corações (...) Oxalá me escutasse o meu povo! (...) Em breve eu abateria seus inimigos e voltaria minha mão contra seus adversários (...) Eu te sustentaria com o trigo mais fino, e com o mel saído da rocha eu te saciaria."
    Salmos 81:11 - 16.

    Pensando assim, compreendo que não somos nós os Caçadores de Deus, e sim a caça - desejo dEle.

    20 October, 2006

    Amar é escolher a dor que não se quer sentir.
    É fechar os olhos enquanto se pode ver.
    Tentar compreender,
    quando tudo o que se quer é sentir e ver,
    quando os olhos já não bastam para observar,
    nem as palavras para dizer.

    Nasce na entrega do que não se tem,
    sobrevive na condição irrefutável do ser em estar junto.
    É dádiva de Deus.
    Acontece na procura pelo estar perdido
    e existe enquanto estiver nos braços de Deus, seu inventor.
    Não vem de nós mesmos.

    Se amo, perco.
    Pois na vida eu só tenho aquilo que deixo.

    11 October, 2006

    Ainda Viktor Frankl...

    "Um pensamento me traspassou: pela primeira vez em minha vida enxerguei a verdade tal como fora cantada por tantos poetas, proclamada como verdade derradeira por tantos pensadores. A verdade de que o amor é o derradeiro e mais alto objetivo a que o homem pode aspirar. Então captei o sentido do maior segredo que a poesia humana e o pensamento humano têm a transmitir: a salvação do homem é através do amor e no amor. Compreendi como um homem a quem nada foi deixado neste mundo pode ainda conhecer a bem-aventurança, ainda que seja apenas por um breve momento, na contemplação da sua bem-amada. Numa condição de profunda desolação, quando um homem não pode mais se expressar em ação positiva, quando sua única realização pode consistir em suportar seus sofrimentos da maneira correta - de uma maneira honrada -, em tal condição o homem pode, através da contemplação amorosa da imagem que ele traz de sua bem-amada, encontrar a plenitude. Pela primeira vez em minha vida, eu era capaz de compreender as palavras: 'Os anjos estão imersos na perpétua contemplação de uma glória infinita'."

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